NUTRICARE

De acordo com a Resolução CFN nº 334/2004, o Nutricionista é o profissional de saúde que deve atender aos princípios da Ciência da Nutrição, tendo como função contribuir para a saúde dos indivíduos e da coletividade. Cabe a este profissional a produção do conhecimento sobre a Alimentação e Nutrição nas suas diversas áreas de atuação profissional, devendo sempre buscar aperfeiçoamento técnico-científico, pautando-se nos princípios éticos.

Através da nutrição clínica as diversas enfermidades que acometem o ser humano, decorrentes do excesso ou deficiência de algum nutriente contido nos alimentos podem ser prevenidas ou tratadas com base na alimentação saudável, utilizando a característica funcional de cada alimento.

Diversas são as enfermidades que necessitam de acompanhamento nutricional rigoroso para evolução e melhora do quadro. Dentre elas podemos destacar: obesidade, doença celíaca, desnutrição, diabetes mellitus, dislipidemias (hipercolesterolemia e hipertrigliceridemia), fenilcetonúria, cirrose hepática, hiperuricemia (gota), insuficiência renal aguda e crônica, hipertensão arterial, cardiopatias e constipação intestinal, dentre outras. Os grandes traumas como queimaduras e cirurgias também precisam de atenção nutricional, uma vez que estes pacientes correm o grande risco de apresentarem desnutrição.

Nutrição em diabetes busca a orientação nutricional através de um plano alimentar individualizado associado à prática de atividade física para promover uma mudança de estilo de vida. Estes cuidados são fundamentais na prevenção e no controle do diabetes mellitus, favorecendo a redução de açúcar no sangue e o controle nas taxas de colesterol e triglicérides. Além disso, tem-se como opção de tratamento dietoterápico a contagem de carboidratos, que proporciona maior flexibilidade alimentar.

Nutrição em obesidade – este tratamento visa atingir o equilíbrio metabólico dos níveis de glicose, colesterol, triglicérides e ácido úrico, além de controlar a pressão arterial e minimizar os problemas osteoarticulares e psicológicos. Esse manuseio torna-se muito difícil quando não se tem um controle alimentar adequado e direcionado para as necessidades nutricionais e hábitos alimentares de cada indivíduo.

Nutrição infantil – os primeiros anos de vida são altamente vulneráveis aos agravos nutricionais. O leite materno nos primeiros 06 meses de vida é o alimento mais completo para criança. A formação de hábitos alimentares se processa durante a primeira infância, desta forma, o acompanhamento nutricional constitui a melhor forma de avaliar a adequação da alimentação. Assim a nutrição infantil busca a reeducação alimentar visando um controle de peso constante, respeitando a faixa etária, atividades, necessidade metabólica de cada indivíduo e o sexo, evitando a restrição de alimentos ricos em nutrientes que são indispensáveis à nutrição básica, favorecendo o desenvolvimento saudável da criança.

Nutrição na gestação – O inadequado estado nutricional materno no período pré gestacional e durante a gravidez, além de favorecer o desenvolvimento de intercorrências gestacionais, favorece ainda a instalação de carências nutricionais. O adequado acompanhamento da gestante durante o pré-natal proporciona inúmeros benefícios em relação ao prognóstico materno-fetal e a diminuição da mortalidade materna. Em especial, o controle do ganho de peso e glicemia gestacional vem sendo apontado como um importante preditor da retenção de peso no pós-parto e do desfecho ótimo na gravidez.

Nutrição no idoso – O envelhecimento é um estado natural do organismo que envolve uma série de adaptações fisiológicas, influenciando o estado de saúde e de nutrição do idoso. O desequilíbrio nutricional é causado pela diminuição do apetite inerente a vontade do indivíduo; diminuição da capacidade funcional com, por exemplo; Atrofia das mucosas gástricas e maus hábitos intestinais causados pela redução dos movimentos intestinais e sedentarismo; isolamento social; depressão e uso de numerosos fármacos (remédios). A desnutrição é uma síndrome geriátrica das mais freqüentes, prevalecendo entre 15 e 60% dos indivíduos idosos.